terça-feira, 30 de novembro de 2010

Repercussão de suposta acusação de doping de rivais surpreende Lyon

Filipe Frossard Papini
@BrasiLyonnais / @FilipeDidi


FOTO: ESPN.com.br

O Lyon manifestou nesta terça-feira a sua “surpresa” pela interpretação das declarações de seu presidente Jean-Michel Aulas sobre o desempenho físico dos jogadores do Schalke 04 na Liga dos Campeões.

A equipe alemã venceu o Lyon por 3 a 0 na quarta-feira passada pelo grupo B da Liga dos Campeões. Em entrevista ao canal de TV oficial do Lyon, Aulas mencionou a forma física dos jogadores alemães.

“Os jogadores não estavam como na partida de ida, corriam muito mais rápido. Não sei qual preparação fizeram, mas sua dimensão física era impressionante...”, declarou o dirigente do clube francês.

As declarações foram retomadas pela versão on-line do jornal esportivo francês L’Equipe, que deixou a entender que segundo Aulas os alemães “poderiam estar dopados”.

De acordo com o Lyon, o presidente se limitou a comentar “a diferente forma física da equipe de Gelsenkirchen em comparação ao jogo de ida”, em setembro, no estádio Gerland, “e contra o Kaiserslautern (também como visitante)”. No sábado passado, sem mais.

Aulas tem antecedentes a esse respeito. Quando sua equipe foi derrotada por 3 a 0 em Gerland, em abril, pelo Bayern de Munique na semifinal da volta da Liga dos Campeões com três gols do croata Ivica Olic, o presidente do Lyon disse: “Gostaria de ver no dia de um exame antidoping”.

FONTE: UOL.com.br

domingo, 28 de novembro de 2010

Merci, Edel!

Filipe Frossard Papini
@BrasiLyonnais / @FilipeDidi


Em um jogo onde Nenê e Hoarau tinham tudo para serem as estrelas, o brilho de ambos foram ofuscados, graças ao presente do goleiro parisiense




Depois de uma triste derrota frente ao Schalke04 durante a semana, o Lyon volta aos gramados pela 15ª rodada da Ligue1. O adversário era o portentoso Paris-Saint Germain, tradicionalíssimo clube francês. A vitória era essencial para manter a sequência invicta, e é claro, para voltar a dar a moral que o time precisa. Por outro lado, o PSG queria estragar a festa e vinha com força total, comandado pelo brasileiro Nenê.

Claude Puel perdeu duas peças importantes para a partida. Cris ainda não voltou de lesão e Gourcuff sofreu uma pancada de Metzelder, no duelo contra os alemães e também não foi relacionado. Já Michel Bastos volta ao grupo e jogou de titular. Outro que começava dentre os 11 inicias era Gomis, que por opção do treinador, deixou Briand no banco de reservas. Veja o time que entrou em campo:

RESERVAS: Vercoutre, Gassama, Gonalons, Makoun, Pied, Briand e Lacazette

O PSG, comandado por Antoine Komboauré, não contava com o capitão Sakho, o meia Chantomê, e o atacante Erdinç. Mas por outro lado, tinha um quadrado de respeito: Nenê, Giuly, Luyindyula e Hoarau. Na contenção, o ex-lionês Bodmer, fazia dupla com o experiente Makélélé. Veja o time parisiense:

RESERVAS: Coupet, Ceará, Clément,Traoré, Makonda, Sessègnon e Qasmi

Nos primeiros instantes de jogo, víamos um Lyon melhor postado, talvez em função do fator casa. Parecia mais ambientado e disposto a abrir o placar logo cedo. Isso só não ocorreu, pois o melhor jogador do time, Lisandro, estava muito bem marcado. Além da marcação homem-a-homem, sempre tinha um jogador na sobra.

O primeiro lance de perigo aconteceu aos 21’, quando Gomis recebeu em contra-ataque, conseguiu ganhar na velocidade, mas foi derrubado dentro da área. O árbitro Fredy Fautrel não marcou pênalti e o jogo prosseguiu.

Aos 24’, foi a vez de Nenê aparecer pelo PSG. Dessa vez, o lance foi interceptado também dentro da área, mas por dois jogadores: Cissokho e Lovren. No entanto, o lance não foi polêmico, mas mostrou a fulnerabilidade do setor defensivo do OL.

O goleiro do PSG, Apoula Edel, mostrava insegurança, ou talvez nervosismo. Saia do gol de forma errada, parecia afobado em alguns lances, e errava passes bobos, mesmo utilizando as mãos. Faltava o Lyon saber explorar mais, talvez com chutes de fora da área, para testar a capacidade do arqueiro.

O Lyon voltava a atacar. Bastos, aos 29’, acertou um chute de primeira, após uma escorada de peito de Gomis em cruzamento vindo da esquerda. Depois do chute do brasileiro, a bola raspou o travessão, bem próximo ao ângulo. Edel já estava batido no lance.

O jogo seguia no mesmo padrão. O Lyon ligeiramente melhor em campo, tocando muito bem a bola no meio. A dificuldade estava na hora de finalizar. Lisandro bem marcado e Gomis atabalhoado não permitiam uma maior exploração na defesa adversária. Por outro lado, o PSG não estava batido, vez ou outra conseguia chegar, mas também tinha dificuldades de alcançar a área.

Com o fim do primeiro tempo, Puel se viu na necessidade de tirar Toulalan. Mesmo com Gonalons, em boa fase, no banco, o treinador optou por lançar Makoun, que também realizou boas partidas recentemente.



Aos 9’ da segunda etapa, veio a glória dos Gones. Depois de uma boa trama realizada por Pjanic, Gomis e Källström, Cissokho recebeu a bola, já penetrando na área. Ele sequer precisou de muita força, bastou a técnica para abater Edel. Era aberto o placar. 1 a 0.

Necessitando de uma reação, os parisienses não se sentiram acuados e resolveram partir pra cima. Em duas oportunidades distintas, conseguiram chegar com perigo, antes de marcar o gol de empate. Aos 18’, Hoarau faz uma linda jogada dentro da área, deixa Lovren no chão e cruza para Nenê, que sem goleiro, só empurrou de cabeça. Empate do Gerland e um bom jogo para a sequência.

Aos 25’, Kombouaré retirou Luyindula e colocou Stéphane Sessègnon. A intenção do treinador era dar mais volume e velocidade no meio e centralizar Hoarau no ataque. De fato, queria tentar ganhar o jogo no meio-campo.

Após a troca, o PSG conseguiu chegar, imediatamente com Giuly. O camisa 9 cruzou pra área, Diakhaté ganhou de Hoarau. A bola sobrou nos pés de Sessègnon, que desperdiçou o lance com um chute fraco, tranquilo para Lloris.

Aos 36’, o PSG chegou em disparada frente ao gol de Lloris. Lovren saiu igual um touro desenfreado e não encontrou nada. Depois do deslize do zagueiro, ficou fácil de Bodmer achar Nenê na área. Não restou alternativas para Cissokho, a não ser marcar um pênalti.

Fredy Fautrel expulsou o autor do gol, e confirmou a marcação da penalidade. Para a bola, Guillaume Hoarau. A cobrança foi perfeita, no ângulo direito de Hugo Lloris, posterior ao lado em que o goleiro saltou. Virada do PSG em pleno Stade Gerland.

Pensa que acabou? Nada disso. Faltando menos de cinco minutos para o término do clássico, um misto de provável e improvável aconteceu. Improvável pelas circunstâncias do jogo, provável pelo que demonstrava Apoula Edel desde o início do confronto. O goleiro do PSG entregou um gol de mão beijada. Na reposição de bola ele simplesmente lançou nos pés de Gomis. O “Pantera” aproveitou a oportunidade e decretou o empate, em um duelo emocionante e para delírio da torcida, que ovacionava o sobrenome de Bafé, a plenos pulmões no Gerland.

Nos minutos finais, após desvio de cabeça de Hoarau, Sessègnon ainda teve a oportunidade de marcar o terceiro, mas pegou muito mal na bola e mesmo dentro da pequena área, não teve a capacidade de empurrar para o gol. Final de jogo. Final de uma batalha! Embate emocionante, principalmente nos últimos minutos. Mesmo com um a menos, o Lyon chegou ao empate. Independentemente se foi com a ajuda do goleiro, ou não, mas o importante foi reação nos últimos instantes.

A invencibilidade ainda persiste. Agora são oito jogos na Ligue1!

Próximo adversário: Montpéllier x Lyon, jogo válido pela 16ª rodada do francês. Sábado (04/12/10), às 18h de Brasília.

FOTOS: L'Equipe / FranceFootball / SoFoot / Football.fr / Yahoo.fr / Sports.fr / Football.fr / Aujourdhui En France

LYON 1-0: Cissokho



PSG 1-1: Nenê



PSG 1-2: Hoarau



LYON 2-2: Gomis

sábado, 27 de novembro de 2010

[LIGUE1 – 10/11] 15ª Rodada - Lyon x PSG

Filipe Frossard Papini
@BrasiLyonnais / @FilipeDidi


FOTO: olweb.fr

A diferença do líder para o oitavo colocado do Campeonato Francês é de apenas dois pontos. O Lyon, que não contará com o zagueiro Cris, recebe o Paris Saint-Germain no clássico da 15ª rodada neste domingo e quem vencer poderá até assumir a primeira colocação do torneio.

O PSG, do atacante brasileiro Nenê, está em terceiro lugar com 23 pontos, um a menos que os líderes Lille e Montpellier. O Lyon soma 22 e é o oitavo. Além de Cris, que sofre com uma tendinite, o meia Gourcuff também desfalcará os donos da casa.

Na última quarta, o Lyon perdeu por 3 a 0 para o Schalke, mas conseguiu a vaga nas oitavas de final da Liga dos Campeões. O capitão Toulalan não ficou feliz com a atuação da equipe e pediu uma nova atitude contra o time da capital francesa em casa.

- Temos que apagar essa derrota da nossa cabeça. A única coisa boa foi a classificação - afirmou.

No outro lado, o atacante Guillaume Hoarau afirmou que o PSG tem que tomar cuidado redobrado com o Lyon por causa da derrota para os alemães. Como a equipe vem subindo na tabela, o jogador acredita que o clube de Paris virou a equipe a ser batida no campeonato.

- Todos os olhos estão em cima da gente. Lyon e Olympique nos colocam como favoritos ao título, mas para tirar a pressão deles - disse.

FONTE: Globoesporte.com



LYON:

GOLEIROS: Hugo LLORIS e Rémy VERCOUTRE;
LATERAIS: Lamine GASSAMA, Aly CISSOKHO, Timothée KOLODZIEJCZAK e Anthony RÉVEILLÈRE;
ZAGUEIROS: Pape DIAKHATÉ e Dejan LOVREN;
VOLANTES: Jérémy TOULALAN, Maxime GONALONS e Jean II MAKOUN;
MEIAS: Kim KÄLLSTRÖM, Michel BASTOS e Miralem PJANIC;
ATACANTES: Bafétimbi GOMIS, Jérémy PIÉD, Alexandre LACAZETTE, LISANDRO Lopez e Jimmy BRIAND;
TÉCNICO: Claude PUEL;
DESFALQUES: CRIS, César DELGADO, Yoann GOURCUFF, Clément GRENIER e Honorato EDERSON


PSG:

GOLEIROS: Grégory COUPET e Apoula EDEL;
LATERAIS: CEARÁ, Sylvain ARMAND, Christophe JALLET e Tripy MAKONDA;
ZAGUEIROS: Sammy TRAORÉ, Zoumana CAMARA e Siaka TIÉNÉ;
VOLANTES: Mathieu BODMER, Claude MAKÉLÉLÉ e Jérémy CLÉMENT;
MEIAS: NENÊ e Stéphane SESSÈGNON;
ATACANTES: Ludovic GIULY, Péguy LUYINDULA, Guillaume HOARAU e Yacine QASMI;
TÉCNICO: Antoine KOMBOUARÉ;
DESFALQUES: Mamadou SAKHO, Mevlüt ERDINÇ e Clément CHANTÔME

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Derrota em território germânico, mas com pitada holandesa

Luis Guilherme Doméniche


Huntelaar marca dois e garante o Schalke04 antecipadamente nas oitavas de final, contudo o resultado não impediu o Lyon de fazer o mesmo.




No primeiro confronto entre Lyon e Schalke 04, o sentimento de ambas as equipes era semelhante, a de um inicio de temporada para se esquecer, com derrotas e jogos vergonhosos. Desta vez o panorama mudou, os dois times vieram de vitórias destacadas em seus respectivos campeonatos nacionais, tornando assim, a esperança de um jogo equilibrado, entre dois emblemas motivados. A ligeira vantagem era do Schalke 04, que jogava em casa e ainda tinha o apoio de sua apaixonada torcida. Prova disso é que o time alemão passou a fase de grupos invicto em seu campo, na fria cidade de Gelsenkirchen, com a temperaturas médias de 1ºc durante o jogo.

O Schalke 04 veio com força total, e com o time completo, liderado pelo lendário e já muito experiente em Liga dos Campeões, Raúl. Já o Lyon tinha um desfalque que se revelaria crucial ao jogo, o zagueiro e capitão Cris.

O Schalke começou jogando bem a vontade em sua casa, agressivo e para frente, contrastava com um Lyon recuado, que parecia estar ali apenas como espectador da partida. Não demorou para acontecer uma sequencia de ataques contra o time francês. Primeiramente com holandês Huntelaar, em noite fantástica, o ex-milanista, aos 8’, chegou perto do gol com uma boa cabeçada. Aos 10', Jurado passeia sobre a defesa do Lyon e só não marca graças a grande defesa de Lloris.

Lances que só serviram para animar ainda mais o time da casa, já que logo aos 13', o peruano Farfán tirou o primeiro zero do placar. Assistência de Raul, que aproveitou erro grotesco de Diakhaté e Lovren, quase que simultâneos. Péssima partida dos dois, que não honraram a boa defesa que o Lyon costuma ter, e com isso a vantagem inicial estava feita.

Quase como uma blietzkrieg (tática de guerra relâmpago Alemã durante a 2ªguerra), o massacre continuava. Huntelaar recebeu outra boa chance, e desta vez não perdoou. 2 a 0, e só haviam se passado 6' desde o primeiro gol. Feito isso o Schalke 04 aliviou um pouco a postura ofensiva e apenas trabalhou o toque de bola e a administração do resultando, se aproveitando de um Lyon aguerrido. Seguiu-se assim até o fim do primeiro tempo.

Começava o segundo tempo, e o Lyon aparentemente havia entrado para tentar reverter o placar. Puel inclusive substituiu Cissokho por Gomis. Um decisão ousada e que se mostraria ineficaz. Bastos, artilheiro do OL na UCL, passava para a lateral esquerda, e Puel acreditava nas caracteristicas ofensivas de Gomis, que fez bom jogo no último domingo.

E, de fato, Bafé teve até boas oportunidades ao longo da partida, mas todas, como de costume, ou iam para fora, ou paravam no bom goleiro Neuer. Para piorar a situação lionesa, Gourcuff, um dos melhores jogadores do na partida, sofreu dura entrada aos 60', que sequer foi punida nem com cartão. O meia teve de sair do gramado em uma maca e com uma lesão no tornozelo. No lugar dele, entrou o jovem Pjanic, que foi pouco produtivo no jogo.

Essas sequências de erros, somados com a saida de Gourcuff, foram destroçando a moral do Lyon. Nem a oportunidade que Kim Källström teve aos 72' – a melhor do time no jogo – serviu para animar o time Francês. O sueco mandou um chutaço e Neuer defendeu com o pé. Um lance de muita sorte.

O golpe final veio com a, no mínimo estranha, terceira e ultima substituição de Puel: Tirou Lisandro Lopez para colocar o talentoso, porém ainda inexperiente, Pied. O garoto vindo das bases do clube não foi muito eficaz.

Depois do ocorrido, o Lyon não fez absolutamente nada durante o jogo inteiro. Ainda houve tempo para mais uma falha feia da defesa dos visitantes, que ajudaram a fazer de Hunteelar o nome da partida no ultimo minuto de jogo. O cronômetro marcava 89', e com um pouco de sorte, o holandês veio a decretar um esboço de goleada. 3 a 0, sem chances de reação durante toda a partida.

O curioso foi saber que o Lyon teve muito mais posse de bola durante toda a partida. Fica ai o alerta: Existe algo de muito errado no time. A classificação só veio graças a histórica vitória do Hapoel Tel-Aviv sobre o Benfica. A primeira na historia do clube de Israel em uma competição Europeia.

Classificar-se graças ao rival nunca é bom, mas o Lyon ainda pode reverter isso. Basta ficar com o primeiro lugar do grupo e levar uma possível vantagem em um hipotético na fase de mata-mata, onde esperamos que o time, principalmente o setor defensivo, já tenha resolvido seus problemas. Já o Schalke, encerra os jogos em casa com 100% de aproveitamento.

Claude Puel segue com seu trabalho incógnito e contestado no Lyon. Agora que vinha finalmente conseguindo uma boa sequencia de resultados na L1, sofreu o segundo tropeço consecutivo na UCL. Parece que o treinador não consegue ter êxito em duas competições simultâneas. Na Liga, foram três jogos do Lyon como visitante, duas derrotas, 8 gols sofridos, e 6 marcados. Em casa, por enquanto dois jogos, duas vitórias, 3 gols marcados e nenhum sofrido.

Próximo confronto: Em casa, o Lyon enfrenta o Paris-Saint Germain em jogo válido pela 15ª rodada. Domingo, dia 28/11/10, às 18h de Brasília. Abaixo, veja como está a classificação na Ligue1:




FOTOS: olweb.fr / ESPN.com.br / FranceFootball / Ligue1.com


GOLS DE SCHALKE04 3-0 LYON

terça-feira, 23 de novembro de 2010

[UCL – 10/11] Grupo B - Schalke04 x Lyon

Filipe Frossard Papini
@BrasiLyonnais / @FilipeDidi


FOTO: Le Figaro


Líder do grupo B com 9 pontos, o Lyon precisa vencer o Schalke 04, em Gelsenkirchen, nesta quarta-feira, às 17h45, para avançar à segunda fase da Liga dos Campeões da Uefa pela oitava vez consecutiva. Caso o Benfica perca do já eliminado Hapoel Tel-Aviv, o time francês avança até em caso de derrota.

Para vencer o Schalke, o Lyon conta com o meia Michel Bastos, artilheiro do time na competição, com três gols. Outro brasileiro, o zagueiro Cris, nem viajou à Alemanha, lesionado. Já o atacante argentino Lizandro López é dúvida, com uma lesão no joelho.

Do lado do Schalke, o técnico Felix Magath deve repetir a equipe que, no fim de semana, goleou o Werder Bremen por 4 a 0 e respirou no Campeonato Alemão, escapando da zona de rebaixamento.

- Este é o nosso terceiro jogo em casa. Ganhamos facilmente os dois primeiros e temos chances de conquistar um terceiro triunfo mesmo contra o Lyon, o adversário mais forte do grupo. É um obstáculo grande, mas estamos razoavelmente otimistas depois de nossas últimas apresentações - declarou o treinador holandês.

Com sete pontos, o Schalke garante uma vaga no mata-mata caso vença o Lyon e o Benfica perca para o Hapoel Tel-Aviv.


LYON:

Informações não-confirmadas
GOLEIROS: Hugo LLORIS e Rémy VERCOUTRE;
LATERAIS: Lamine GASSAMA, Aly CISSOKHO, Timothée KOLODZIEJCZAK e Anthony RÉVEILLÈRE;
ZAGUEIROS: Pape DIAKHATÉ e Dejan LOVREN;
VOLANTES: Jérémy TOULALAN, Maxime GONALONS e Jean II MAKOUN;
MEIAS: Kim KÄLLSTRÖM, Yoann GOURCUFF, Michel BASTOS e Miralem PJANIC;
ATACANTES: Bafétimbi GOMIS, Jérémy PIÉD, Alexandre LACAZETTE, LISANDRO Lopez e Jimmy BRIAND;
TÉCNICO: Claude PUEL;
DESFALQUES: CRIS, César DELGADO, Clément GRENIER e Honorato EDERSON



SCHALKE 04:

Informações não-confirmadas
GOLEIROS: Manuel NEUER e Mathias SCHOBER;
LATERAIS: Atsuto UCHIDA, Lukas SCHMITZ e Joel MATIP;
ZAGUEIROS: Benedikt HÖWEDES e Christoph METZELDER;
VOLANTES: Christoph MORITZ;
MEIAS: Ivan RAKITIĆ, Jefferson FARFÁN, José Manuel JURADO e Peer KLUGE;
ATACANTES: RAÚL González, Klaas-Jan HUNTELAAR e EDÚ;
TÉCNICO: Felix MAGATH;
DESFALQUES: (?)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Técnico do Aston Villa, ex-Lyon, quer trazer Juninho Pernambucano por 6 meses

Filipe Frossard Papini
@BrasiLyonnais / @FilipeDidi


O meio campista brasileiro Juninho Pernambucano, atualmente no Al-Gharafa, do Catar, pode se transferir para o Aston Villa, da Inglaterra, na abertura da próxima janela do mercado europeu. A informação é da rádio francesa RMC, que noticia o interesse do treinador Gerard Houllier na contratação do jogador.

Houllier comandou Juninho no período mais vitorioso da história do Lyon – o brasileiro atuou pela equipe entre 2001 e 2009 e conquistou sete Campeonatos Franceses consecutivos entre 2002 e 2008. A ideia do técnico é que o jogador assinasse um contrato de seis meses com o Aston Villa.

Um dos grandes ídolos recentes da torcida do Vasco, Juninho Pernambucano, hoje com 35 anos, acertou com o Al-Gharafa em 2009 e, segundo informações, estaria muito disposto a voltar ao futebol europeu.

O Aston Villa atualmente ocupa a 13ª colocação do Campeonato Inglês, com 17 pontos somados após 14 rodadas.

FONTE: ESPN.com.br
FOTO: AFP

domingo, 21 de novembro de 2010

Do banco de reservas para a glória

Filipe Frossard Papini


Lisandro e Gourcuff provam que, mesmo voltando de lesão, ou poupados, não podem jamais começar na reservas. Ambos foram responsáveis pela virada emocionante no Félix Bollaert




Já buscando a liderança, e invicto a seis partidas, o Lyon agora enfrenta o Lens, na cidade do próprio time. Na oitava colocação e mantendo a boa sequência que vem tendo, em pouco tempo o time de Puel deve alcançar a ponta. Por outro lado, o Lens está na zona de rebaixamento e desesperado para sair da posição incomoda.

Os desfalques marcaram a escalação das duas equipes. Pelo lado do Lens, o time só não conta com a ausência de Demont, o único desfalque para a partida. Esse é o ponto positivo para o treinador Jean-Guy Wallemme, que pode colocar em campo seu time praticamente titular. Veja a formação inicial:




Já Claude Puel não tem todas as peças disponíveis assim. Gourcuff foi poupado dos titulares por cansaço e as lesões ainda estão em vigor. Nomes como os de Cris, Lisandro, Michel Bastos e Delgado, são alguns que desfalcam o time. O argentino, ao menos iniciava a partida no banco, assim como Gourcuff. Por outro lado, Cissokho retorna ao grupo e integra o time inicial. Veja o esquema abaixo:




O duelo no Félix Bollaert começou corrido. Ambos os times abusando da velocidade. O fator tático propiciava um estilo de jogo assim. Boukari e Akalé pelo Lens, assim como Briand e Piéd pelo Lyon, eram os responsáveis por dar essa maior mobilidade ao jogo.

Com 15’ de jogo, o primeiro lance de perigo aconteceu. Após falha bisonha de Diakhaté, Roudet aproveitou e saiu em disparada em direção gol. Sorte do Lyon era que Lloris estava esperto e saiu da área para dividir com o atacante adversário, que ficou pedindo falta. O árbitro foi correto em marcar apenas o escanteio.

Aos 24’, o Lens abriu o placar. Lloris cobrou tiro de meta, a bola não ficou por muito tempo no campo de ataque do Lyon e voltou com rapidez. Em contra-golpe fulminante e após falha de Cissokho e novamente de Pape Diakhaté, Kanga Akalé entrou na área lionesa e finalizou no canto direito de Hugo Lloris, que dessa vez não pode fazer nada.

Dotando de certo desespero, o OL tentava atacar, mas era muito afobado e pecava em lances bobos. A qualidade técnica de Pied, Briand e Gomis não ajudava e o time sequer incomodou o goleiro Runje.

Além de errar muito na frente, o setor defensivo parecia nervoso e chegava atrasado em vários lances. Até Toulalan, que é sempre lembrado por sua serenidade, errava muitos carrinhos e acabava propiciando lances de bolas paradas ao Lens. Diakhaté, Cissokho e Lovren também abusavam dos lances faltosos. Definitivamente o gol fez muito mal o time do OL.

Aos 36’, o Lyon poderia ter empatado. Em jogada aérea, Réveillère descobriu Makoun dentro da área. O volante disputou a bola com Runje, que caiu atabalhoado. O camaronês recuperou a bola e marcou. No entanto, o árbitro paralisou o lance e marcou falta no goleiro lensois.

Percebendo os problemas nítidos do seu time, Claude Puel fez duas alterações logo no intervalo – o que não é muito comum do treinador. Tirou Pied e Pjanic para colocar Lisandro e Gourcuff.

A mudança já foi percebida logo de cara. Nos primeiros 10’ da segunda etapa, o Lyon já pressionava e atacava tudo aquilo que deixou de fazer no primeiro tempo. Lisandro e Gourcuff realmente deram um outro panorama para o jogo, incisivamente no ataque liones.

Aos 18’, do segundo tempo, veio o empate do Lyon. Jogada trabalhada com rapidez no setor ofensivo. Tabela entre Briand, Makoun e finalmente Bafé Gomis. O “Pantera” arrematou de primeira, sem deixar a bola cair no chão. A pelota ainda tocou na trave antes de entrar. Belo gol, já merecido, por toda a insistência do OL no segundo tempo.

Lovren ainda quase aumentou, cinco minutos após o gol. Bola parada e Gourcuff na cobrança. O camisa 29 achou o zagueiro no segundo poste. O croata conseguiu alcançar a bola, que por sua vez explodiu na trave, para desespero do próprio jogador.

Uma inversão de jogo tomou conta do panorama da partida. No primeiro tempo, apesar da partida morna, o Lens dominava. Conseguia chegar algumas vezes a Lloris e sua zaga compacta, não deixava os jogadores do OL chegar. No segundo tempo, a entrada dos dois principais jogadores do Lyon proporcionou uma injeção de ânimo assustadora, capaz de fazer o Lens provar o próprio veneno e sofrer dentro de sua própria casa. Os erros psicológicos que abalaram o time de Puel no primeiro tempo, já não existiam mais e a partida estava nas mãos – ou melhor, nos pés, dos jogadores do Lyon, bastava querer e tentar um pouco mais. Era questão de tempo

Dito e feito, aos 73’, a locomotiva avassaladora que se tornara o time gaulês, finalmente conseguiu a virada. Jogada individual de Gourcuff, na ponta esquerda, meio na raça e meio na técnica, conseguiu um cruzamento para a área. Lá estava Gomis, novamente ele. Fazendo o que sabe fazer, empurrando a bola pro gol, com a faca e o queijo na mão. Lyon 2 a 1.

E teve espaço para o terceiro. Dessa vez, a jogada não foi de Gourcuff, mas sim de Gomis, e de Makoun. Ambos tabelaram de forma bela e conseguiram tirar a marcação da jogada. Entrando na área, estava Lisandro, livre de marcação. O argentino chutou de primeira, marcando um belo gol. Definitivamente o Lyon tinha se ajeitado de maneira primorosa, enquanto o Lens morreu no intervalo, o que foi fundamental para a virada e a inversão total de jogo.

A conclusão que podemos tirar dessa partida é que Lisandro Lopéz, assim como Yoann Gourcuff, jamais podem ser reservas desse time. Independente da circunstância. O grupo precisa deles em campo e com eles, o Lyon se torna um time de primeiro escalação. Gourcuff, a cada jogo que passa, mostra uma pouco mais do seu potencial, mas ainda acho que está longe de ser aquele do Bordeaux.

Makoun também merece os créditos. Jogou de maneira correta. Mesmo no primeiro tempo, quando o time estava perdido, ele soube conduzir o jogo, dentro daquilo que se esperava. É um jogador útil para o time e seria uma perda, se deixasse o OL em janeiro. Por outro lado, Gomis mostrou que ainda tem energia pra gastar. Infelizmente pra ele, comumente, ele só entra em campo, quando substitui Lisandro. Jogando juntos, nota-se que dá para fazer uma dupla aceitável no ataque. Esperamos que Puel veja isso e saiba explorar esse Lyon diferente que vimos hoje.

Próximo adversário: UEFA Champions League. Quarta-feira (24/11/10), às 17h45. O jogo será contra o Schalke 04, em Gelsenkirchen.

FOTOS: L'Equipe / olweb.fr / Football365.fr


GOLS DE LENS 1-3 LYON

sábado, 20 de novembro de 2010

[LIGUE1 – 10/11] 14ª Rodada - Lens x Lyon

Filipe Frossard Papini
@BrasiLyonnais / @FilipeDidi


FOTO: olweb.fr

O Campeonato Francês realiza sua 14ª rodada neste final de semana, com sete jogos no sábado e três no domingo, quando o Lyon vai ao estádio Felix Bollaert enfrentar o Lens, às 18h (Brasília), tentando continuar uma arrancada que começou na sexta jornada.

Desde a vitória por 3 a 2 sobre o Nancy, em 2 de outubro, o time do técnico Claude Puel não perdeu mais e já ocupa a oitava posição com 19 pontos, apenas três a menos que o líder Brest. Nesse período, foram dois empates, com Arles-Avignon e Rennes, e mais três triunfos, sobre Lille, Sochaux e Nancy. Desta vez, contra o 18º colocado da tabela, a equipe poderá contar com os retornos do atacante Lisandro López e do lateral Cissokho, embora não tenha o zagueiro brasileiro Cris, com tendinite no joelho esquerdo.

FONTE: IG.com.br


LYON:

GOLEIROS: Hugo LLORIS e Rémy VERCOUTRE;
LATERAIS: Lamine GASSAMA, Aly CISSOKHO, Timothée KOLODZIEJCZAK e Anthony RÉVEILLÈRE;
ZAGUEIROS: Pape DIAKHATÉ e Dejan LOVREN;
VOLANTES: Jérémy TOULALAN, Maxime GONALONS e Jean II MAKOUN;
MEIAS: Kim KÄLLSTRÖM, Yoann GOURCUFF e Miralem PJANIC;
ATACANTES: Bafétimbi GOMIS, Jérémy PIÉD, Alexandre LACAZETTE, LISANDRO Lopez e Jimmy BRIAND;
TÉCNICO: Claude PUEL;
DESFALQUES: CRIS, César DELGADO, Clément GRENIER, Michel BASTOS e Honorato EDERSON



NICE:

GOLEIROS: Hamdi KASRAOUI e Vedran RUNJE;
LATERAIS: Serge AURIER, Henri BEDIMO e Zakarya BERGDICH;
ZAGUEIROS: Éric CHELLE, Raphaël VARANE, Alaeddine YAHIA e Alassane TOURÉ;
VOLANTES: Sidi KEITA, Nenad KOVAČEVIĆ, Adil HERMACH e Geoffrey KONDOGBIA;
MEIAS: Steven JOSEPH-MONROSE, Sébastien ROUDET e Anthony ROGIE;
ATACANTES: Toifilou MAOULIDA, Razak BOUKARI, Kanga AKALÉ e EDUARDO;
TÉCNICO: Jean-Guy WALLEMME
DESFALQUES: Yohan DEMONT

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Tendinite deixa Cris de fora do Lyon por ao menos uma semana

Filipe Frossard Papini
@BrasiLyonnais / @FilipeDidi

O Lyon anunciou nesta quinta-feira (18) que o brasileiro Cris, zagueiro e capitão da equipe, será desfalque por ao menos uma semana. O motivo é uma tendinite do jogador no joelho esquerdo, tratada pelo clube francês como um problema sem gravidade.

Com dores, Cris teve que abandonar os treinos na manhã de quarta (17). Por esse motivo, ele não deve defender o time no próximo domingo (21), contra o Lens, válido pela Liga Francesa de Futebol, nem na quarta (24), contra o Schalke 04, pela Liga dos Campeões.

As dores são consequência de uma pancada sofrida pelo defensor no último domingo (14), no jogo contra o Nice.

FONTE: R7
FOTO: Estadão

domingo, 14 de novembro de 2010

Sabedoria e tranquilidade foram os segredos de Puel

Filipe Frossard Papini
@BrasiLyonnais / @FilipeDidi


Lyon abriu o marcador ainda no primeiro tempo e soube controlar com maestria o resultado favorável no placar. Méritos para Claude Puel




Depois de vir de uma derrota pro Benfica e um empate contra o Rennes, o Lyon volta ao Gerland para tentar reverter esse panorama. O adversário da vez é o Nice, que por sua vez vem de uma vitória contra o Toulouse. O jogo também marca o reencontro do lateral direito François Clerc, com o seu ex-time. Assim como Lloris e Mounier.

Ainda prejudicado pelas lesões, o time de Claude Puel preferiu não ousar em sua formação tática. Fez o básico. Com a volta de Kolodziejczak, Källström já poderia voltar ao meio-campo e Lovren também já não jogava improvisado. Pied volta ao time titular, e Diakhaté, Gonalons e Briand começam no banco. Veja o time inicial:




Pelo lado niçois, o técnico Eric Roy armou seu time na defensiva. A ideia era explorar a velocidade de Mounier e Faé, até servir o matador Ljuboja. No meio, Sablé e Coulibaly sempre trocavam de lado para tentar confundir a marcação, enquanto a defasa se mantinha em linha. Veja o time que começou o duelo:




Com a bola rolando, notava-se rapidamente que o time do Lyon tinha mais qualidade em campo. Jogava com bastante tranquilidade e com o intenso apoio da torcida. O Nice postado de forma acuada esperava o erro do OL para tentar esboçar algum ataque em velocidade. O que não aconteceu em todo primeiro tempo.

Logo aos 7’, a primeira oportunidade do Lyon surgiu com Yoann Gourcuff. O camisa 29 aproveitou um rebote e chutou em direção ao chão. A bola saiu quicando, até encontrar Ospina, que quase foi surpreendido com o veneno da bola.

A pressão do Lyon persistia e o Nice não incomodava de maneira alguma. O jogo praticamente se concentrava na segunda metade do campo. Cris e Lovren se posicionavam quase na linha do meio-campo, enquanto o resto do time trabalhava até chegar a meta adversária.

Marcado por Clerc, Michel Bastos caia com velocidade pela ponta esquerda. Por ali, o Lyon viu o caminho a se explorar, e o brasileiro se deu bem em quase todas as jogadas em cima do ex-lionês. Aos 26’, em jogada por ali, Bastos cruzou com perigo e Gomis quase alcançou. Era a segunda chegada perigosa dos donos da casa.

Aos 30’, a consagração. Michel Bastos, novamente pela esquerda, realizou um bom trabalho individualmente, descobriu Gorcuff que com muita técnica cruzou para a área. Lá estava Jérémy Pied para finalizar. Era o gol do Lyon, claramente merecido pelo futebol que apresentava. Mais por demérito do Nice, do que próprios méritos.

Fatalmente o Nice parecia não querer jogo. Mesmo com desvantagem no placar, o time de Roy não buscava o gol. A formação tática adotada não conseguia fazer o time jogar pra frente e consequentemente sobrava campo pro OL chegar como quisesse. Aos 34’, Gomis penetrava na grande área e foi tocado. A princípio parecia ser um erro da arbitragem, mas quando as imagens da TV mostraram na super câmera lenta, foi perceptível o leve toque do zagueiro, desequilibrando assim, o atacante do Lyon.

Quando parecia que o placar seria ampliado, Ospina apareceu novamente. Quem cobrou foi Michel Bastos. Foi displicente, bateu mal, no lado esquerdo do goleiro, que por sua vez salvou o que seria o segundo gol da partida.

Com o pênalti perdido, o Lyon deu uma desanimada no jogo. Não pressionava como outrora. Mas por outro lado, o Nice também não chegava ao ataque. O jogo permaneceu morno até o término da primeira parte.

No segundo tempo, o Eric Roy fez alterações. Percebeu que seu time era inócuo e precisava agir. Colocou o atacante Mouloungui no lugar do lateral Gace. A princípio, não surtiu o efeito esperado, pois o primeiro lance de perigo do segundo tempo foi do Lyon. Aos 52’, após cobrança de escanteio, Gomis cabeceou, mas não acertou a baliza, atirando por cima do gol.

Só aos 60’, o Nice deu uma acordada. Depois de deslocar Clerc para o lado esquerdo, conseguiram chegar a meta de Lloris por duas vezes. Em uma delas, o atacante Anthony Mounier quase acertou o gol, após o goleiro do OL ter saído mal do gol.

Aos 73’, alteração dupla no Lyon: Saiu Michel Bastos para entrar Miralem Pjanic. E também saiu Yoann Gourcuff, dando lugar a Jimmy Briand. Duas mudanças que não surtiu nenhum efeito, taticamente falando. Briand cairia pelas pontas e Pjanic ficaria centralizado, assim como estavam Bastos e Gourcuff.

Faltando menos de cinco minutos para o término de jogo, Puel já não queria mais arriscar. Tirou Pied, que fez ótima partida e colocou Gonalons. Era óbvia a intenção de recuar um pouco e marcar mais firme no meio-campo pra não permitir as subidas dos meias do Nice, que já estavam encontrando buracos por ali.

No finzinho o Nice até tentou, mas não conseguiu o gol de empate. O Lyon jogou com sabedoria. O placar foi curto, poderia tranquilamente ser maior, mas é importante ressaltar a qualidade individual de cada jogador hoje. Taticamente todos foram impecáveis, jogaram muito bem, cada um fazendo seu papel com extrema competência. E a boa notícia, além da vitória, claro, é que ao longo da semana, poderemos ter novidades positivas do departamento médico.

Próximo adversário: O Lyon visita o Lens pela 14ª rodada da competição. Domingo que vem, dia 24/11/10, no mesmo horário, às 18h de Brasília.

FOTOS: L'Equipe / leprogres.fr / ligue1.com / ognice.com / Football.fr / Football364.fr / record.xl.pt / Topmercato.comr


GOL DE LYON 1-0 NICE

sábado, 13 de novembro de 2010

[LIGUE1 – 10/11] 13ª Rodada - Lyon x Nice

Filipe Frossard Papini
@BrasiLyonnais / @FilipeDidi


FOTO: olweb.fr


Tentando fugir da incomoda situação na tabela, o Lyon joga neste domingo contra o Nice. A partida válida pela 13ª rodada, reúne os dois times que estão bem próximos na classificação. O Lyon é o 11º e o Nice o 12º. O time de Claude Puel está invicto a cinco partidas na Ligue1, com três vitórias e dois empates. O Nice já esteve em 4º colocado, sofreu uma série de derrotas e visitou a zona de rebaixamento. O time de Éric Roy não pretende mais correr o risco de descenso e está disposta a sair do Gerland com três pontos na bagagem.



LYON:

GOLEIROS: Hugo LLORIS e Rémy VERCOUTRE;
LATERAIS: Lamine GASSAMA, Timothée KOLODZIEJCZAK e Anthony RÉVEILLÈRE;
ZAGUEIROS: Pape DIAKHATÉ, CRIS e Dejan LOVREN;
VOLANTES: Jérémy TOULALAN, Maxime GONALONS e Jean II MAKOUN;
MEIAS: Kim KÄLLSTRÖM, Yoann GOURCUFF, Michel BASTOS e Miralem PJANIC;
ATACANTES: Bafétimbi GOMIS, Jérémy PIÉD, Alexandre LACAZETTE e Jimmy BRIAND;
TÉCNICO: Claude PUEL;
DESFALQUES: Aly CISSOKHO, César DELGADO, Clément GRENIER, LISANDRO Lopez e Honorato EDERSON



NICE:

GOLEIROS: David OSPINA e Lionel LETIZI ;
LATERAIS: François CLERC, Ismaël GACE e Alain CANTAREIL;
ZAGUEIROS: Larrys MABIALA e Grégory PAISLEY;
VOLANTES: Julien SABLÉ e Drissa DIAKITÉ;
MEIAS: Abdou TRAORÉ, Kafoumba COULIBALY e Emerse FAÉ;
ATACANTES: Anthony MOUNIER, Mickaël POTÉ, Danijel LJUBOJA, Eric MOULOUNGUI;
TÉCNICO: Éric ROY
DESFALQUES: Chaouki BEN SAADA, Renato CIVELLI, Mamadou BAGAYOKO, Abeiku QUANSAH, David HELLEBUYCK, Didier DIGARD, Habib BAMOGO e Nemanja PEJČINOVIĆ

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Makoun já fala em tom de despedida / Lesões voltam a prejudicar o elenco

Filipe Frossard Papini
@BrasiLyonnais / @FilipeDidi

Titular em apenas cinco jogos durante toda a temporada, o volante Jean II Makoun já discursa em tom de despedida. Em entrevista ao jornal Le Progrès, o jogador confirma que deve procurar um novo clube em janeiro e planeja ter mais estabilidade em algum time. O camaronês afirmou que deseja ir para uma liga maior e chegou a citar o campeonato inglês.

Com 27 anos de idade, Makoun chegou ao Lyon na temporada 08/09, vindo do Lille e recomendado pelo próprio técnico Claude Puel. Ele atuou por 69 jogos e fez oito gols.


Lesões voltam a prejudicar o elenco:
O recém promovido das categorias de base, Clement Grenier, jogou poucos jogos como titular e já enfrenta seu primeiro obstáculo como profissional. Na semana passada, o meia sofreu um estiramento na coxa e só deve voltar a jogar pelo Lyon em 2011. Por outro lado, o argentino César Delgado, que estava prestes a retornar ao elenco, sofreu mais uma lesão. No entanto, o veredito foi favorável e o atacante não machucou o mesmo local de outrora. Foi apenas uma contração. Ele ainda está em processo de fisioterapia e deve adiar suas voltas aos gramados, assim como o brasileiro Ederson. Lisandro Lopéz e Aly Cissokho voltaram a treinar na quarta-feira. O atacante ficou acompanhado de um preparador físico, e o lateral treinou normalmente com restante do grupo. Diakhaté, Briand e Michel Bastos já estão cem por cento em condições.


FOTO: CalcioMercato.it

sábado, 6 de novembro de 2010

Novamente Lyon não joga bem e fica só no empate

Filipe Frossard Papini
@BrasiLyonnais / @FilipeDidi

Com um golaço, brasileiro Michel Bastos salva time de derrota na 12ª rodada




Semana complicada para o Lyon. Primeiro, fez uma partida em Portugal, onde saiu perdendo contra o Benfica e não é mais invicto na Champions League. Depois, Jean II Makoun deu entrevista dizendo que pretende sair do Lyon. Isso sem falar no departamento médico que ainda continua deveras enxuto.

Para a partida de hoje, contra o Rennes, Puel novamente precisou improvisar, e dessa vez, em duas posições. Sem Kolodziejczak suspenso e com Cissokho machucado, novamente Källström assumiu a posição. No meio-campo, com as lesões de Gonalons e Toulalan, quem começava jogando pelo setor, era Pjanic. Veja o time inicial de Puel:




Pelo lado do Rennes, ao contrário do seu adversário, Antonetti não tinha muitos desfalques. Foi com força total. Os destaques do time, M’Vila e Dalmát, caiam pelos lados do campo, juntos com Kembo-Ekoko e Marveaux, respectivamente. Enquanto isso, Victor Hugo Montaño, destaque do Montpéllier na temporada passada, era o centro de referência no ataque. Abaixo, o time que começou a partida pelo Rennes.




Inicialmente, o Rennes já queria demonstrar serviço, e assim fez. Com 2’ de partida, Lloris já tinha efetuado duas defesas, salvando o time do OL de dois gols precoces. No entanto, aos 3’, o goleirão não teve como evitar. Källström tentou sair jogando e errou o passe. O rápido Montaño, aproveitou a chance, tocou para Kembo-Ekoko. Só nisso já se livrou-se dos dois zagueiros. Por fim só teve o trabalho de finalizar na saída de Lloris.

O Lyon, mesmo com a desvantagem no placar, não se sentiu acuado e precisava mostrar serviço. Logo após o gol sofrido, Gomis perdeu um gol cara-a-cara com Douchez. Boa defesa do goleiro do Rennes.

O jogo tomava proporções emocionantes. Jogadas lá e cá, velocidade era o ponto forte dos donos da casa, enquanto o Lyon chegava com mais cautela e abusava da técnica de Gourcuff, que quase sempre descobria alguma brecha para explorar.

Visivelmente deslocados, os dois jogadores improvisados do Lyon não conseguiam exercer seus trabalhos com êxito. Pjanic cometia faltas bobas, perdia com facilidade na velocidade e não tinha noção de espaço. Já Källström tinha imensas dificuldades em marcar as subidas de Kembo-Ekoko, acompanhadas dos avanços de M’Vila. Puel percebeu isso e trocou o sueco de posição com Michel Bastos. Agora o brasileiro atuava na lateral, enquanto seu parceiro voltava à meia esquerda.

Dessa vez, Puel acertou. O deslocamento de Källström permitiu mais mobilidade naquele setor. Bastos conseguia ir e voltar pelo gramado sem sentir muito o desgaste, enquanto Kim, sem a obrigação de marcar, concebia boas jogadas na frente. Nos acréscimos do primeiro tempo ainda conseguiu acertar a trave de Douchez. Parecia querer retribuir a falha do gol a todo custo.

O Rennes, já não mais afobado como no início, jogava com inteligência e esperava o erro do Lyon, que quase sempre vinha do meio-campo. Seu contra-ataque super rápido era a maneira mais fácil de chegar à meta adversária.

Já no segundo tempo, os times mantiveram a mesma postura. O Lyon procurava o gol de empate e o Rennes satisfeito com a vitória, mesmo com o placar curto. Também não houve alterações por ambas as partes.

Aos 53’, o Lyon chegaria ao empate. Em cobrança de falta, estavam na bola Pjanic e Michel Bastos. O brasileiro resolveu cobrar e mandou um foguete para o gol de Douchez. A bola fez três curvas antes de atingir os fundos da rede. Belo gol que fez lembra os áureos tempos em que Juninho Pernambucano era o responsável por este tipo de trabalho.

Dez minutos depois, aos 63’, Brahimi (que entrou no lugar de Kembo-Ekoko), perdeu um gol dentro da grande área. Mas os méritos foram todos de Hugo Lloris, que esbanjou reflexos e salvou aquele que seria o segundo gol do Rennes. No rebote, a bola quase entrou, mas antes de sair pela linha de fundo, Réveillère fez o trabalho de abafar o perigo.

Os donos da casa procuravam pressionar, agora pelo centro de campo. Era nítido a estratégia de Antonetti, uma vez que o problema na lateral lionêsa já tinha sido resolvida. Por outro lado, o OL tinha dificuldades para passar do meio-campo adversário. Raramente conseguia fazer a bola chegar até a defesa do Rennes.

Aos 80’, tentando solucionar os dois problemas do time, Puel fez uma dupla substituição. Primeiro entrou Lacazette no lugar de Briand, que sentiu uma lesão na região lombar. A intenção era dar mais movimentação ao ataque e tentar buscar mais o jogo para chegar ao ataque. Depois, entrou Toulalan no lugar do exausto Gourcuff. A ideia era fechar o meio-campo e auxiliar Jean Makou no combate. Nesse momento, dos três jogadores do Lyon, que já jogaram no Rennes (Källström, Gourcuff e Briand), apenas um estava em campo.

Por fim, a última tentativa do já desesperado Lyon, foi com Pjanic. O bósnio fez boa jogada e tabelou com Makoun. Na hora de arrematar, chutou com estilo e potência. A direção foi quase certeira, mas saiu pela linha de fundo, passando a direita do ângulo de Douchez.

Com o soar do apito final, os poucos torcedores do Lyon presentes no Stade de la Route de Lorient, novamente imploravam para Jean-Michel Aulas a cabeça do técnico Claude Puel, que pelo visto, ainda não deve cair.

Próximo jogo: Lyon x Nice. 13ª rodada da Ligue1. Domingo – 14/11/10, às 18h de Brasília.

FOTOS: L'Equipe / olweb.fr


GOLS DE RENNES 1-1 LYON

[LIGUE1 – 10/11] 12ª Rodada - Rennes x Lyon

Filipe Frossard Papini
@BrasiLyonnais / @FilipeDidi


FOTO: olweb.fr


No sábado, às 16 horas (de Brasília), o vice-líder Rennes recebe o Lyon. Com 19 pontos, dois a menos que o primeiro colocado, o time anfitrião sonha em chegar a liderança torneio. Já os lioneses estão na modesta décima colocação, com 15 pontos, e podem se aproximar do topo em caso de vitória.

O Rennes não vence há duas rodadas (um empate e uma derrota), mas possui um meio-campo consistente, com o selecionável francês Yann M'Vila e o experiente Stephane Dalmat. No ataque, a equipe conta com os gols de Victor Hugo Montaño, que já marcou três vezes e é o artilheiro da equipe.

Do outro lado, o Lyon deve ser capitaneado pelo zagueiro brasileiro Cris e aposta no quarteto ofensivo formado por Michel Bastos, Pjanic, Gourcuff e Briand. A equipe vem crescendo na competição e não perde há quatro rodadas (três vitórias e um empate).

FONTE: ESPN.com.br



LYON:

GOLEIROS: Hugo LLORIS e Rémy VERCOUTRE;
LATERAIS: , Lamine GASSAMA e Anthony RÉVEILLÈRE;
ZAGUEIROS: Pape DIAKHATÉ, CRIS, Dejan LOVREN e Thomas FONTAINE;
VOLANTES: Jérémy TOULALAN, Jean II MAKOUN;
MEIAS: Kim KÄLLSTRÖM, Yoann GOURCUFF, Michel BASTOS e Miralem PJANIC;
ATACANTES: Bafétimbi GOMIS, Jérémy PIÉD, Ishak BELFODIL, Alexandre LACAZETTE e Jimmy BRIAND;
TÉCNICO: Claude PUEL;
DESFALQUES: Maxime GONALONS, Aly CISSOKHO, César DELGADO, Clément GRENIER, LISANDRO Lopez, Timothée KOLODZIEJCZAK e Honorato EDERSON



RENNES:

GOLEIROS: Nicolas DOUCHEZ e Johann CARRASSO;
LATERAIS: Rod FANNI, Kévin THÉOPHILE-CATHERINE e Romain DANZÉ;
ZAGUEIROS: Samuel SOUPRAYEN, John BOYE e Yassine JEBBOUR;
VOLANTES: Yann M'VILA, Tongo Hamed DOUMBIA, Alexander TETTEY, Georges MANDJECK e Yacine BRAHIMI;
MEIAS: Sylvain MARVEAUX, Stéphane DALMAT e Romain DANZÉ;
ATACANTES: Abdoul Razzagui CAMARA, Víctor Hugo MONTAÑO e Jirès KEMBO Ekoko;
TÉCNICO: Frédéric ANTONETTI;
DESFALQUES: Onyekachi APAM, Jérôme LEROY, Abdou Kader MANGANE e Jean-Armel KANA-BIYIK

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Jovens promessas do Lyon são destaque em dois rankings

Filipe Frossard Papini
@BrasiLyonnais / @FilipeDidi


Miralem Pjanic - o única garoto de Jean-Michel Aulas presente nas duas listas (FOTO: pt.uefa.com)


Durante essa semana, dois rankings, de duas revistas distintas, apontaram alguns jogadores do Lyon como promessas e revelações valiosas. O primeiro ranking é da revista espanhola "Don Balon", que estampou uma lista das 100 maiores promessas do futebol em todo o mundo. Uma das regras estabelecidas era indicar jogadores que nasceram até 1989. Do Lyon, três jogadores foram indicados: Maxime Gonalons, Dejan Lovren e Miralem Pjanic. Aparece também na lista o atacante Yannis Tafer, que atualmente está no Toulouse, mas seu passe ainda pertence ao Lyon. Segue abaixo a listagem completa.

Em vermelho, os jogadores do Lyon. De azul-marinho, jogadores da Ligue1 ou franceses que atuam em outras ligas:

Dominic Adiyiah (Gana/Reggina)
Toby Alderweireld (Bélgica/Ajax)
Hamdan Al Kamali (Emirados Árabes/Al-Wahda)
Jano Ananidze (Geórgia/Spartak Moscou)
André Ayew (Gana/Olympique de Marselha)
Khouma Babacar (Senegal/Fiorentina)
Holger Badstuber (Alemanha/Bayern de Munique)
Gareth Bale (País de Gales/Tottenham)
Mario Balotelli (Itália/Manchester City)
Ben Sahar (Israel/Hapoel Tel-Aviv)
Bojan Krkic (Espanha/Barcelona)
Kim Bo-Kyung (Coreia do Sul/Oita Trinita)
Ryad Boudebouz (França/Sochaux)
Dedryck Boyata (Bélgica/Manchester City)
Breno (Brasil/Bayern de Munique)
Sergio Canales (Espanha/Real Madrid)
Mehdi Carcela-Gonzalez (Bélgica/Standard Liège)
Luc Castaignos (Holanda/Feyenoord)
Diego Contento (Alemanha/Bayern de Munique)
Phillippe Coutinho (Brasil/Internazionale)
David de Gea (Espanha/Atlético de Madri)
Álvaro Domínguez (Espanha/Atlético de Madri)
Giovanni dos Santos (México/Tottenham)
Douglas Costa (Brasil/Shakhtar Donetsk)
Alan Dzagoev (Rússia/CSKA Moscou)
Gueïda Fofana (França/Le Havre)
Paulo Henrique Ganso (Brasil/Santos)
Giuliano (Brasil/Internacional)
Maxime Gonalons (França/Lyon)
Mario Götze (Alemanha/Borussia Dortmund)
Antoine Griezmann (França/Real Sociedad)
Eden Hazard (Bélgica/Lille)
Jordan Henderson (Inglaterra/Sunderland)
Markus Henriksen (Noruega/Rosenborg)
Abel Hernández (Uruguai/Palermo)
Ander Herrera (Espanha/Zaragoza)
Lewis Holtby (Alemanha/Mainz)
James Rodríguez (Colômbia/Porto)
SteVan Jovetic (Montenegro/Fiorentina)
Vaclav Kadlec (República Tcheca/Sparta Praga)
Shinji Kagawa (Japão/Borussia Dortmund)
Gaël Kakuta (França/Chelsea)
Alan Kardec (Brasil/Benfica)
Simon Kjaer (Dinamarca/Wolfsburg)
Maksym Koval (Ucrânia/Dínamo de Kiev)
Ismail Köybasi (Turquia/Besiktas)
Toni Kroos (Alemanha/Bayern de Munique)
Manuel Lanzini (Argentina/River Plate)
Adem Ljajic (Sérvia/Fiorentina)
Dejan Lovren (Croácia/Lyon)
Romelu Lukaku (Bélgica/Anderlecht)
Lukman Haruna (Nigéria/Monaco)
Federico Macheda (Itália/Manchester United)
Guido Marilungo (Itália/Sampdoria)
Marko Marin (Bósnia/Werder Bremen)
Emmanuel Mayuka (Zâmbia/Young Boys)
Thomas Müller (Alemanha/Bayern de Munique)
Iker Muniain (Espanha/Athletic Bilbao)
Marc Muniesa (Espanha/Barcelona)
Ezequiel Muñoz (Argentino/Palermo)
Yann M'Vila (França/Rennes)
Tomás Necid (República Tcheca/CSKA Moscou)
Neymar (Brasil/Santos)
Sotiris Ninis (Albânia/Panathinaikos)
Nikolas N'Koulou (Camarões/Monaco)
Javier Pastore (Argentina/Palermo)
Alexandre Pato (Brasil/Milan)
Pablo Piatti (Argentina/Almería)
Miralem Pjanic (Bósnia/Lyon)
Rafael (Brasil/Manchester United)
Yaroslav Rakytskiy (Ucrânia/Shakhtar Donetsk)
Diego Renan (Brasil/Cruzeiro)
Marco Reus (Alemanha/Borussia Mönchengladbach)
Emmanuel Rivière (França/Saint-Etienne)
Jack Rodwell (Inglaterra/Everton)
José Rondón (Venezuela/Málaga)
Véctor Ruiz (Espanha/Espanyol)
Mamadou Sakho (França/Paris Saint-German)
Davide Santon (Itália/Internazionale)
Georgy Schennikov (Rússia/CSKA Moskou)
Xherdan Shaqiri (Suíça/Basel)
Harmeet Singh (Noruega/Valerenga)
Moussa Sissoko (França/Toulouse)
Robin Söder (Suécia/IFK Göteborg)
Miroslav Stoch (Eslováquia/Fenerbahçe)
Yannis Tafer (França/Toulouse)
Thiago Alcântara (Espanha/Barcelona)
Lacina Traoré (Costa do Marfim/Cluj)
Ricky Vvn Wolfswinkel (Holanda/Utrecht)
Carlos Vela (México/Arsenal)
Jelle Vossen (Bélgica/Genk)
Ante Vukusic (Croácia/Hadjuk Split)
Theo Walcott (Inglaterra/Arsenal)
Vladimir Weiss (Eslováquia/Rangers)
Georginio Wijnaldum (Holanda/Feyenoord)
Jack Wilshere (Inglaterra/Arsenal)
Danny Wilson (Escócia/Liverpool)
Siyanda Xulu (África do Sul/Mamelodi Sundowns)
Andriy Yarmolenko (Ucrânia/Dínamo de Kiev)
Sercan Yildirim (Turquia/Bursaspor)


A outra lista é da revista "Futebol Finance". Baseada no próprio ranking feito pela "Don Balon", ela enumera os 30 jovens mais valiosos e coloca o valor estimado de cada um deles. Dessa vez, o único lionês que aparece é Miralem Pjanic. Segue abaixo a listagem completa.

Em vermelho, o jogador do Lyon. De azul-marinho, jogadores da Ligue1 ou franceses que atuam em outras ligas:

1 – Alexandre Pato (Milan)
Idade: 21 anos - (Valor: €40.000.000/R$95.339.594)

2 – Mario Balotelli (Manchester City)
Idade: 20 anos (Valor: €33.000.000/R$78.071,400)

3 – Tomas Müller (Bayern de Munique)
Idade: 21 (Valor: €28.500.000/R$67.928774)

4 – Stevan Jovetic (Fiorentina)
Idade: 20 (Valor: €21.000.000/R$50.048.366)

5 – Eden Hazard (Lille)
Idade: 19 (Valor: €19.000.000/R$45.278.260)


6 – Bojan Krkic (Barcelona)
Idade: 20 (Valor: €18.000.000/R$42.908.044)

7 – Marko Marin (Werder Bremen)
Idade: 21 (Valor: €17.000.000/R$40.548317)

8 – Neymar (Santos)
Idade: 18 (Valor: €17.000.000/R$40.558.648)

9 – Gareth Bale (Tottenham)
Idade: 21 (Valor: €16.500.000/R$39.364.027)

10 – Javier Pastore (Palermo)
Idade: 21 (Valor: €15.000.000/R$35.786.873)

11 – Miralem Pjanic (LYON)
Idade: 20 Clube (Valor: €15.000.000/R$35.786.873)


12 – Moussa Sissoko (Toulouse)
Idade: 21 (Valor: €15.000.000/R$35.786.873)


13 – Toni Kroos (Bayern de Munique)
Idade: 20 (Valor: € 14.500.000/R$34.732.053)

14 - Simon Kjaer (Wolfsbourg)
Idade: 21 (Valor €14.500.000/R$34.732.053)

15 - Theo Walcott (Arsenal)
Idade: 21 (Valor: €14.500.000/R$34.732.053)

16 - Jack Rodwell (Everton)
Idade: 19 (Valor: €14.500.000/R$34.732.053)

17 - David De Gea (Atlético de Madrid)
Idade: 19 (Valor: €14.500.000/R$34.732.053)

18 - Alan Dzagoev (CSKA)
Idade: 19 (Valor: €14.500.000/R$34.732.053)

19 - Holger Badstuber (Bayern de Munique)
Idade: 21 (Valor: €12.000.000/R$28.651.951)

20 - Alvaro Dominguez (Atlético de Madrid)
Idade: 21 (Valor: €12.000.000/R$28.651.951)

21 - Ander Herrera (Saragoza)
Idade: 21 (Valor: €12.000.000/R$28.651.951)

22 - Romelu Lukaku (Anderlecht)
Idade: 17 (Valor: € 12.000.000/R$28.651.951)

23 - Davide Santon (Internazionale)
Idade: 19 (Valor: €12.000.000/R$28.651.951)

24 - Mamadou Sakho (PSG)
Idade: 20 (Valor: €11.500.000/R$27.463.599)


25 – Breno (Bayern de Munique)
Idade: 21 (Valor: € 9.500.000/R$22.680.911)

26 - Sergio Canales (Real Madrid)
Idade: 19 (Valor: €9.500.000/R$22.680.911)

27 - Paulo Ganso (Santos)
Idade: 21 (Valor: €9.500.000/R$22.680.911)

28 – Giuliano (Internacional)
Idade: 20 (Valor: €9.500.000/R$22.680.911)

29 - Yann M'Vila (Rennes)
Idade: 20 (Valor: €9.500.000/R$22.680.911)


30 - Sotiris Ninis (Panathinaikos)
Idade: 20 (Valor: €9.000.000/21.490.770)

Baseado nas informações de: Globoesporte.com e YahooBrasil!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O recado dos Encarnados. O brilho de Carlos Martins

Filipe Frossard Papini
@BrasiLyonnais / @FilipeDidi


Benfica abre quatro de vantagem no primeiro tempo, com show individual de Carlos Martins, mas deixa Lyon quase encostar ao marcar três gols no segundo tempo.


(Capa do site português abola.pt, exaltando a excelente noite de Carlos Martins, que fez todas as assistências do Benfica)


Vindo de uma vitória do Sochaux e invicto com nove pontos no Grupo B da Champions League, o Lyon finalmente iria encarar o maior duelo dessa fase da competição. O adversário? O tradicional Benfica de Portugal, agora no Estádio da Luz. Os “Encarnados” (como são conhecidos), estavam dispostos a vingar o resultado obtido na França e esperavam pelo confronto desde o início da semana.

Jorge Jesus, técnico do Benfica, não pode contar com Pablo Aimar, que sofreu uma indisposição pouco antes de ir ao estádio. Jogando em seu lugar, outro argentino foi escolhido: Eduardo Salvio. Veja o time inicial português:




Por outro lado, Puel sem Lisandro, Cissokho, Toulalan, Delgado e Ederson, entrou em campo com improvisações. Lovren ficou responsável pela lateral esquerda. No meio-campo, Gonalons era o único responsável pelo combate – papel muito bem executado por Toulalan em vários anos de clube. Veja a formação do heptacampeão francês:




Ao soar do apito inicial era infernal o barulho que a torcida fazia no Estádio da Luz. Algo fenomenal e apaixonante. Digno de comparações com qualquer massa espalhada pelo mundo todo. Mas essa vibração sofreu um impacto logo aos 3’, quando Jimmy Briand supostamente abriria o placar. Mas em posição de impedimento, o auxiliar anulou de forma correta.

Novamente Briand apareceria, agora aos 9’, também balançando as redes e também anulado pelo auxiliar. No entanto, dessa vez o atacante lionês não estava em posição irregular e consequentemente este erro abalaria a moral do OL.

Necessitando de uma reação, o Benfica foi pra cima e precisava mostrar serviço pra’quela torcida apaixonada que apoiava o time nos primeiros minutos. Foi ai que aos 11’, Salvio chutou com extrema força, na intermediária da área. Hugo Lloris apareceu para apartar o perigo.

Aos 20’, finalmente o placar foi aberto sem qualquer tipo de interferência do impedimento. E foi um gol brazuca. Alan Kardec aproveitou cobrança de falta de Carlos Martins e de cabeça marcou o primeiro da partida.

O Lyon já não tinha mais o vigor do início e ficou abalado com o gol anulado de Briand e também com o gol sofrido. Não esboçava capacidade de reação. Aproveitando dessa situação, o Benfica marcou o seu segundo gol. Aos 32’, após ataque do OL, Pjanic fez o corte errado e permitiu um contra-golpe fulminante dos Encarnados. Eram quatro jogadores contra dois, puxado em velocidade por Carlos Martins. O camisa 17 aproximou da área e encontrou Fábio Coentrão do outro lado. O lateral chutou forte e fez, para delírio da torcida.

Após esse primeiro contra-ataque extremamente eficaz, o Benfica percebeu que poderia explorar ainda mais este recurso. Tentou mais algumas vezes e sempre chegava com perigo. Por outro lado, o OL até tentava, mas não conseguia nada com muito perigo.

Aos 42’, O Lyon sofreria o seu terceiro gol na partida, para abatimento geral do time. Carlos Martins – pela terceira vez – acertou um cruzamento (agora de escanteio) e achou a cabeça de Javi Garcia. Sozinho na pequena área, o benfiquista ainda conseguiu vencer Lloris na disputa de bola e colocou para as redes.

No segundo tempo, o time francês voltou mais organizado, mas visivelmente abatido. Puel parecia ter conversado bastante com o time, uma vez que o elenco se manteve inalterado. Até aos 10’ da segunda etapa, o treinador retirar Pape Diakhaté e colocar Bafé Gomis. Michel Bastos compunha a lateral enquanto Lovren voltava a sua posição de origem.

A mudança não deu muito certo, pois o Benfica marcava o quarto gol na partida. Novamente Fábio Coentrão e de novo com assistência de Carlos Martins. O tento foi bem parecido com o segundo marcado na partida, também feito por Coentrão. Dessa vez, o lateral caprichou e tocou na saída de Lloris, fazendo um belíssimo gol de cobertura.

Desesperado e sem nenhum meio de reverter a situação, Claude Puel fez duas alterações. Entrou Alexandre Lacazette e Jean II Makoun, nos lugares de Jérémy Pied e Miralem Pjanic.
Jorge Jesus também modificava seu time, mas com a única missão de poupar algumas peças importantes do time, inclusive Carlos Martins, nome do jogo, que saiu exausto.

Quando o Benfica tirou um pouco o pé do acelerador, aos 20’ do segundo tempo, o Lyon conseguiu o chegar ao seu primeiro gol. Lacazette, que acabará de entrar, fez boa jogada na ponta direita, cruzou para a área, aonde Gourcuff chegava em velocidade e emendava um petardo pro gol de Roberto. Benfica 4 a 1.

Faltando cinco minutos para o término de jogo, o Lyon até parecia esboçar uma reação, fatalmente tardia. Yoann Gourcuff cobra escanteio. Lacazette desviou de cabeça e Gomis empurrou para as redes. Era o segundo do OL, contra quatro do Benfica.

Antes do apito final, Dejan Lovren ainda marcou o terceiro. Feito incrível no Estádio da Luz! O gol saiu em uma cobrança de falta desesperada, no melhor estilo “chutão para a área”. O croata disputou a bola com Roberto e ganhou. Certamente, se tivesse mais cinco minutos de partida, as chances do empate eram grandes. O OL cresceu nos últimos 20 minutos. Muito em função das entradas de Gomis e Lacazette, que deram muito mais agilidade na frente do que Pied e Bastos.

O ponto positivo para o Lyon na rodada foi o Schalke que poderia alcançar a liderança, mas tropeçou frente ao Hapoel, em Israel. Sendo assim, o OL ainda se mantém na ponta e se vencer o Schalke na Alemanha, garante a vaga na próxima fase.

Mas e o Puel? Como fica?

Próxima partida: 12ª rodada da Ligue1. Dia 06/11/10 – Sábado, às 18h. O adversário é o Rennes, vice líder da competição.

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GOLS DE BENFICA 4-3 LYON