sábado, 28 de fevereiro de 2015

Cai a invencibilidade de 11 jogos na Ligue1 e Lyon dá passagem ao PSG

Filipe Frossard Papini
@BrasiLyonnais / @FilipeDidi


Lyon não suporta pressão do Lille no segundo tempo, toma virada e pode perder a liderança do Campeonato Francês para o Paris Saint-Germain amanhã




Já há 7 rodadas na liderança do Campeonato Francês, o Lyon luta pra não ser considerado aquele famoso “cavalho paraguaio”. Para evitar isso, teria que enfrentar situações difíceis, como pegar Monaco e PSG na sequência e agora três jogos fora de casa seguidos. A primeira batalha desta foi contra o Lille, no começo da tarde deste sábado. Os dois times em situações bem distintas. O Lille, na 12ª colocação, praticamente só cumpre tabela na Ligue1. Mas, ao mesmo tempo, briga para não ficar navegando ali perto da zona de rebaixamento. O Lyon, por sua vez, tinha a missão de não deixar PSG e Marseille se aproximarem. Nesta rodada, inclusive, o OM já perdeu no sábado, o que poderia dar uma margem de 7 pontos do Lyon em caso de vitória hoje.

Para o jogo, Rene Girard montou o time com uma formação bastante similar a do Lyon. Tendo os desfalques de Sidibe, Rozhenal e Marvin Martin, o ex-treinador campeão com o Montpellier tinha o fator casa como a principal arma para bater o embalado Lyon. Além disso, depositava esperanças na sua zaga gringa, formada por Basa e Kjaer – assim como o francês Rio Mavuba – para parar o trio de ataque do Lyon, que hoje não tinha Gourcuff mas, ainda assim, era bastante perigoso. Abaixo você consegue ver como ficou escalado os Dogues para o confronto de hoje:




A única grande diferença do Lyon para a partida de hoje era o retorno de Ghezzal ao time titular. E para que isso ocorresse, Gourcuff acabou indo para o banco. Não se sabe se o experiente meia sentiu algo no aquecimento ou se foi opção técnica de Fournier. De todo modo, Jallet também voltava ao time principal após ter sido poupado na última semana depois de ter sentido dores musculares. Na frente, Lacazette, agora sem qualquer dúvida com relação ao seu condicionamento físico pós-lesão fazia a dupla com Fekir. Confira abaixo a formação do OL para o jogo:




Com o Stade Pierre Mauroy lotado e com a cobertura superficial fechada em função do frio na França, os torcedores presentes não tiveram nem tempo para aquecer sua voz e o Lyon abriu o placar logo aos 3’. Em cruzamento de escanteio, Jallet tentou dar uma encostada na bola mas não mudou o rumo da mesma, para completar, Tolisso, de perna direita, colocou pro fundo das redes, abrindo o placar logo cedo. 1 a 0!


Certamente, não esperando o gol precoce, o Lille se viu na obrigação de sair para o jogo e buscar o resultado. Os Dogues avançaram suas linhas de marcação e tentaram fazer uma pressão logo após sofrer o gol. Não conseguiram ameaçar muito o gol de Anthony Lopes, mas buscava a reação. O Lyon, por outro lado, mostrava muita maturidade e mesmo na pressão adversária, sabia ter a calma e paciência pra não se afobar, com ou sem bola.

A tentativa de pressão do LOSC não demorou muito tempo. Rapidamente o Lyon se recompôs e já não sentia mais os problemas. Aos poucos, voltava ao controle do jogo e permitia um avanço continuo de seus homens de frente. Algumas jogadas corriqueiras apareciam ora com Fekir, ora com Lacazette, que sabiam, principalmente, prender muito bem a bola no campo de ataque, já segurando o resultado.


Ainda antes do primeiro tempo, o técnico Rene Girard, avaliando que o seu time estava sendo praticamente engolido taticamente pelo Lyon, fez sua primeira alteração, aos 38’. Jonathan Delaplace, volante, entrou no lugar de Ryan Mendes, meia que estava mais solto. Uma alteração de ordem defensiva que, talvez, na visão de Girard, ganharia mais volume no meio-campo. Mendes, certamente, saiu extremamente chateado e chutando as garrafinhas d’água na beira do campo.

Imediatamente após a troca do Lille, o Lyon teve a chance de ampliar. Ghezzal recebeu bola no centro e armou contra-ataque. Ele tinha três opções para soltar a bola: Lacazette, na frente e bem marcado; Fekir, na esquerda e avançando sozinho; e Ferri, na direita, também marcado. Ele não viu Fekir avançando e acabou soltando para Ferri, que se embolou e perdeu a bola para o marcador. Nenhum dos três jogadores na jogada entendeu o que Ghezzal tentou fazer e se queixaram da chance desperdiçada.


Para o segundo tempo, o Lille voltou bem melhor. Parecia ter muito mais vontade e o vestiário fez bem para Rene Girard ligar o time no 220v. Sem nenhuma alteração – fora Delaplace no primeiro tempo – o LOSC voltou bem mais no jogo. O OL com aquela de querer segurar o resultado, acabou sendo displicente e deu espaços para o time da casa crescer. E era tudo que os Dogues queriam.

Aos 11’ da segunda etapa, Gonalons tentou fazer uma virada de jogo e entregou nos pés do adversário. Contra-ataque acionado, Jallet e Koné não conseguiram evitar a tabela e Idrissa Gueye, sem muito trabalho, conseguiu finalizar já dentro da pequena área, empatando a peleja. Uma jogada que misturou cochilo da defesa do OL com uma competência e velocidade do ataque dos Dogues.


E não ficou por aí. Apenas 4’ depois de sofrer o empate, o Lyon concederia outro espaço para o Lille chegar como quiser e fazer o segundo. Dessa vez, o apagão veio do meio de campo como um todo. Rony Lopes carregou a bola como quis na intermediária do ataque e, quando viu a brecha, chutou forte e rasteiro. A bola entrou no canto direito de Lopes, que pagou geral para o seu time depois do gol.

Precisando mostrar alguma reação dentro de campo, Fournier preparou duas alterações ao mesmo tempo. Tirou Ferri e Ghezzal para colocar Malbranque e Gourcuff. Taticamente, o time ganhava mais um homem técnico na criação e poderia deixar Fekir e Lacazette mais infiltrados. E o Lyon tentava buscar o empate novamente. Bedimo teve uma ótima chance, dentro da área, aos 27’ da etapa final.


Mesmo com o OL tentando, o Lille – diferente do que fez o rival no primeiro tempo – não segurava o resultado. Continuava batendo, tentando e agredindo o Lyon em ótimas oportunidades, principalmente de contra-golpes. Em uma delas, Anthony Lopes saiu de forma espetacular nos pés de Delaplace para evitar o terceiro gol dos donos da casa. E o Lyon ainda ficava devendo no ataque.

Já sem alternativas dentro de campo, Fournier fez a última troca e tirou o capitão Maxime Gonalons – que fez uma das piores partidas dele com a camisa do OL. Para o seu lugar, entrou o camaronês Clinton N’Jie. No momento, somente Tolisso compunha o setor defensivo do meio-campo do Lyon, com o auxílio de Malbranque, que não é volante de origem. Era tudo ou nada e Fournier estava pronto para, ou fazer um, ou levar mais.


Mesmo com Girard colocando Diaby no lugar de Origi, dando fôlego novo ao ataque, o panorama não mudou. O Lyon tentou no finalzinho, bateu, mas não o suficiente para transpor Enyeama novamente. O Lille deu um show tático no segundo tempo e soube engolir o OL de forma que Fournier não esperava. Caiu a invencibilidade de 11 jogos na Ligue1 e a liderança fica ameaçada. Amanhã, somos todos Monaco!

Agora o Lyon só volta aos gramados no domingo da semana que vem, dia 08/03. O adversário será o Montpellier, no Stade de La Mosson. O OL terá a missão de defender sua liderança, ou tentar reconquistá-la – dependerá somente do PSG. O jogo será válido pela 28ª rodada da Ligue1 e será às 17h. Até lá!

FOTOS: SoFoot/ L'Equipe / olweb.fr


OS GOLS DA PARTIDA:
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