domingo, 13 de dezembro de 2015

PSG passa o carro em cima do remendado Lyon

Filipe Frossard Papini
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Com vários desfalques, OL até conseguiu fazer um primeiro tempo justo. Mas sofreu muito na segunda etapa e deixou o líder do campeonato realizar um jogo-treino de luxo




Após resultado bem contestado contra o Angers no último final de semana, o Lyon tinha uma prova de fogo para reconquistar o torcedor e a própria direção – com o cargo do treinador Fournier na reta. Os dois jogos seguintes seriam importantes: o Valência, fora de casa, pela Liga dos Campeões (resultado positivo de 2 a 0) e hoje, diante do Paris Saint-Germain, também longe de Lyon. Com uma pitada de dificuldade, o OL tinha nove desfalques e ainda tinha que conviver sem duas três principais estrelas ofensivas, Lacazette, Fekir e Valbuena, todos machucados. Enquanto isso, o time parisiense defendia uma invencibilidade que já vem se arrastando desde o começo da competição e poderia entrar em campo com a tranquilidade de líder que está a 14 pontos de distância do concorrente seguinte.

Mesmo detendo essa vantagem, digamos, o treinador Laurent Blanc entrou em campo com força máxima. Seu único desfalque era o argentino Javier Pastore e isso significava um enorme poderio para enfrentar os Gones, que já não era favorito hoje e, com os desfalques, perdia ainda mais força diante dos bilionários de Paris. Adotando a já tradicional formação do 4-3-3, Blanc depositava esperanças na sua defesa basicamente compostas de brasileiros e seu ataque encabeçado por Ibrahimovic, Cavani e Di María. Abaixo, é possível ver como ficou o esquema do Paris Saint-Germain




Pelo lado do Lyon, a falta de opções forçou Fournier a praticamente jogar com o que tinha em suas mãos. Rafael voltando de lesão, assim como Yanga-M’Biwa, reforçavam a parte defensiva, que mais uma vez também dava chances para Morel atuar no setor. Utilizando-se do 4-3-3 que também deu certo contra o Valência, Fournier optou pelo meio de campo que jogou a última temporada praticamente toda como titular: Gonalons, Ferri e Tolisso. Na frente, Cornet, que brilhou no meio de semana, ganhava espaço entre os titulares mais uma vez, ao lado de Grenier e de Claudio Beauvue, que agora substitui Lacazette, pelo menos, até o final do ano. Abaixo, veja como ficou o time:




Não era de se esperar uma postura diferente de um Lyon combalido. Entrou em campo com uma postura defensiva bem cuidadosa e, quando tinha a bola aos pés, saia com poucos homens. O receio da diferença de qualidade dos elencos dentro de campo era fator fundamental para o OL se reprimir e tentar errar o menos possível. Essa postura nunca foi comum para o time. Mas, hoje, fazia-se necessário na visão de Fournier.

A cautela durou um pouco mais do que dez minutos. Foi o tempo necessário para o PSG abrir o placar em casa. A jogada começou com uma bola alçada na área por Thiago Silva. Nervoso, Yanga-M’Biwa fez o corte de cabeça e acabou entregando nos pés de Zlatan Ibrahimovic, que não teve muito trabalho de caminhar e finalizar para fazer o primeiro. Já era a sua segunda finalização e, nessa, ele não parou em Lopes. PSG 1 a 0.

Não demorou muito para o segundo gol sair. Para ser mais específico, cinco minutos. Em jogada de bola parada, cobrança de falta pela esquerda, o argentino Ángel Di María cobrou cruzado na área. O lateral Serge Aurier apareceu mais alto que todo mundo e quase sem marcação para empurrar para as redes em uma finalização fortíssima de cabeça. 2 a 0 e só com 16’ de partida.

Aos poucos, o OL tentava se soltar um pouco mais. Mas não podia se lançar com tudo ao ataque para não correr risco de levar uma goleada. Com poucos homens de frente, Rafael finalizou a primeira vez ao tabelar com Cornet e chegar pela direita. Fácil para Trapp. Seria fácil também a finalização de Ferri, aos 24’, do meio da rua ele arriscou forte. O chute altamente defensável se tornou complicado para o goleiro do PSG que, ao tentar evitar, acabou empurrando para o próprio gol, em uma falha gritante. Lyon diminuía para 2 a 1.

Já perto do fim da primeira etapa, o Lyon começou a querer gostar um pouco mais do jogo. Beauvue incomodava um pouco o já amarelado David Luiz e conseguia dar um fio de esperança aos torcedores dos Gones quando já começava atuar mais no campo de ataque. O time parisiense se assustou muito depois da falha do Trapp e começou a, misteriosamente, dar espaço para o OL jogar e começar a vislumbrar até mesmo um improvável empate.

Para a segunda etapa, o jogo retomava como havia terminado o segundo: o PSG com vantagem, ditando o jogo, mas com pouco poder de fogo com base naquilo que poderia e tinha condições de oferecer. O Lyon, por sua vez, quase como franco atirador, conseguia chegar e até assustar Kévin Trapp em alguns momentos, ousando buscar o empate e fazendo por onde para conseguir seu segundo gol.

Quem começou atacando no segundo tempo foi o próprio Lyon, em chute de fora da área de Beauvue. Contudo, nos dois lances seguintes, foi o PSG quem chegou. Primeiro com Di María em lance que Anthony Lopes se saiu muito bem para evitar o terceiro. Depois com David Luiz, em cobrança de escanteio do próprio Di María que fez o brasileiro chegar mais rápido e mais alto que todo mundo... mas errou o alvo por pouco.

Quando o OL tentava gostar um pouco mais do jogo, o castigo veio em mais um gol do time parisiense. E não tinha como ser diferente. Era muito mais eficiente do meio pra frente e assustava mais. Após duas tentativas de cruzamento, Di María, enfim, acertou o alvo e descobriu Edinson Cavani na área. Em uma finalização um pouco estranha, o uruguaio foi certeiro e Lopes, desta vez, nem apareceu na foto. 3 a 1.

Aos 24’ do segundo tempo, a primeira alteração do jogo aconteceu. Marco Verratti entrou no lugar de Adrién Rabiot, no PSG. Rabiot fez uma partida muito consistente e parecia ser somente uma rotação no plantel promovida por Laurent Blanc. Poucos minutos depois, o OL também mexeu, entrando Sergi Darder no lugar de Clément Grenier. Naquele momento, mesmo precisando de um resultado, Hubert Fournier tirava um meia e colocava seu quarto volante em campo. Medo de tomar uma goleada e bambear no cargo? Não saberemos...

Com vantagem no placar, o PSG voltava a dominar com total maestria, como acontecia lá no comecinho do jogo. Isso era fundamental para o time de Blanc criar sem medo e jogar o que sabe jogar. E quem sofria com isso era o Lyon, que agora voltava a apanhar muito de um time bastante superior, que agora goleava. Aos 32’, Ibrahimovic deu um rabo de vaca em Bedimo e caiu no gramado. O árbitro Ruddy Buquet viu pênalti e apontou pra marca da cal. O próprio Ibra cobrou, batendo no canto direito de Lopes que ainda tentou buscar. Em vão. 4 a 1 aos gritos de “olé”.

Após o quarto gol, o PSG se lançou ainda mais. O brasileiro Lucas entrou no lugar de Blaise Matuidi e dava ainda mais velocidade para os ataques parisienses. Fournier respondia com a saída de Maxwell Cornet e a entrada de Rachid Ghezzal. Perto do fim, entrava Marquinhos no lugar de Thiago Motta e Ferri dava vaga à Malbranque, na queima da última alteração dos treinadores. A essa altura do jogo, a alteração não mudava muita coisa. O cenário já estava traçado e o objetivo tornava-se não amargurar um resultado ainda mais negativo.

O que não aconteceu. Nos acréscimos, quando o Lyon tentava buscar mais um, com um chute de fora da área de Beauvue, o PSG puxou um contra-golpe fulminante com Cavani. Ele avançou muito rápido por todo o gramado enquanto Lucas passava pelo outro lado, na direita. No momento certo, o brasileiro foi acionado, continuou a avançar e finalizou na saída de Anthony Lopes, sacramentando o caixão do Lyon: 5 a 1. Um resultado que, apesar de ser possível, não era previsto. Ninguém prevê goleadas desse calibre. Mas, certamente, o OL continua precisando se reinventar.

O Lyon volta a campo na próxima quarta-feira, dia 16/12, na despedida oficial do Stade Gerland. A partida será contra o Tours, 13º colocado da Ligue2, em partida válida pelas oitavas de final Copa da Liga Francesa. Até lá!

FOTOS: PSG.fr / L'Equipe


OS GOLS DA PARTIDA:
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