domingo, 24 de janeiro de 2016

Mandanda brilha e Choc des Olympiques fica no empate

Filipe Frossard Papini
Twitter: @FilipeDidi / Twitter: @BrasiLyonnais
Facebook: /BrasiLyonnais / Medium: @BrasiLyonnais


Lyon jogou mais, finalizou mais, pressionou mais... mas não foi capaz de bater o Marseille do milagroso goleiro reserva da Seleção Francesa




Para encerrar a 22ª rodada da Ligue1, nada melhor que um clássico. Se semana passada tivemos o derby do Rhône, nesta tínhamos o Choc des Olympiques. Olympique Lyonnais recebia o Olympique de Marseille no Parc OL lotado e com um duelo pautado na busca por posições na tabela também. O Lyon entrava em campo na 10ª colocação e somando 29 pontos. Essa era a mesma quantidade de pontuação do OM, que aparecia no 9º lugar e em melhor classificação em função do saldo de gols. Portanto, além da rivalidade, em campo também haveria um confronto direto por um lugar na 8ª colocação, ficando somente a quatro pontos do terceiro colocado, Nice. Sendo assim, nem mesmo um empate interessava aos dois.

Em campo, o Lyon se apresentou com uma formação tática e uma escalação que agradava muito aos torcedores. O 4-3-3 de Bruno Génésio, apesar de ainda não saltar aos olhos, já corresponde de forma muito mais positiva do que qualquer formação que o antigo treinador Hubert Fournier tinha apresentado ainda nesta temporada. Para o BrasiLyonnais, a formação escolhida é bem perto do time ideal que o Lyon pode colocar em campo, trocando somente Rachid Ghezzal pelo lesionado Nabil Fekir. Confira abaixo como ficou:




Pelo lado do OM, além das grandes baixas do elenco como Mendy, Ocampos, Barrada e Alessandrini, que sequer viajaram para Lyon, de última hora, o treinador Míchel ainda perdeu sua principal peça no meio de campo: Lass Diarra sentiu dores e foi descartado do jogo. A vaga, normalmente, seria herdada por Lucas Silva, mas a fase do brasileiro não é boa e Alaixys Romao foi a escolha do técnico espanhol. Ainda assim, o time inicial do Marseille não era de se subestimar. Confira abaixo como ficou a escalação:




Com o Parc OL repleto de torcedores apoiando, com direito a moisaco e todos os gritos de guerra possíveis, o Lyon parecia querer fazer bonito para a sua torcida e também para Valbuena dar o troco dentro de campo em função do que aconteceu com ele no primeiro turno, no Vélodrome, quando foi extremamente vaiado pela torcida do OM, com objetos sendo arremessados no campo a ponto da partida ser paralisada por 25 minutos.

Mas quem começou assustando foi mesmo o Marseille. Apesar do começo do jogo ser “lá e cá”, o time do OM chegou primeiro em lance de bola parada. Bouna Sarr cobrou escanteio certeiro, na cabeça do zagueiro Rolando, que subiu mais alto que todo mundo e cabeceou no canto. Já vendido no lance, Anthony Lopes nem pulou. A bola foi na direção de Sergi Darder, que abaixo da trave tirou com o peito e aliviou o perigo.

O Lyon era melhor em campo, mas o Marseille era mais eficaz. Quando aparecia, surgiu com enorme perigo. Aos 16’, o OL quase, novamente, sofreu um gol. Cabella fez ótima jogada chamando toda a defesa do Lyon na marcação, a bola acabou sendo desviada e sobrou nos pés de N’Koudou. Ele não tinha um ângulo muito favorável para a finalização, mas já estava na cara do gol e tentou bater no canto. Com os pés, Anthony Lopes fez uma interferência perfeita.

Quando o Lyon conseguiu chegar com muito perigo pela primeira vez, o OM conseguiu responder na mesma moeda. Em jogada construída por Ghezzal e Valbuena, Lacazette acabou recebendo bola na saída de Mandanda. O goleiro do time visitante saiu aos pés do artilheiro do OL que, por pouco não marcou. Na resposta, N’Koudou fez ótima jogada e acionou Batshuayi, que cortou pra fora e acabou finalizando na trave.

A segunda boa oportunidade do Lyon surgiu aos 35’ do primeiro tempo. Ghezzal recebeu pelo lado direito, conseguiu caminhar bastante com ela, penetrou na área e a marcação acabou dando uma afrouxada. Com o clarão, ele jogou pra perna esquerda e chutou com muita força e muito efeito. A bola foi para o canto esquerdo do goleiro Mandanda, que caiu bem para aliviar o perigo iminente.

Perto do intervalo, o Lyon tentou abrir o placar, fazendo algumas variações no setor ofensivo, com Ghezzal e Valbuena trocando de posições mas, ainda assim, as chances mais oportunas de finalização era com chutes de fora da área, que Darder e Ghezzal tentavam, mas não conseguiam com muita precisão. O Marseille terminou o primeiro tempo com menos posse de bola, mas mais eficiência em suas jogadas.

Com a volta do segundo tempo, o panorama do jogo não se mexeu muito. Os treinadores não fizeram alterações e o times se mantiveram com a postura similar ao que vinham apresentando: o Lyon com muito mais posse de bola e ditando o ritmo de jogo, porém pecando demais no último passe. E o Marseille fazendo um jogo sem bola e que era quase mortal quando tinha ao seus pés.

Na prática, isso correspondeu saindo da teoria. Aos 15’ do segundo tempo, o OL teve sua melhor chance. Em cruzamento na área, Lacazette tentou dominar, mas a bola sobrou para Valbuena. Ele dominou e bateu com força no canto esquerdo de Mandanda que fez um milagre. Menos de cinco minutos depois, o Marseille respondeu, com um cruzamento na área, que foi escorado por Batshuayi e, na finalização,  Rémy Cabella não perdoou! 1 a 0.

Após o gol, Bruno Génésio não demorou para realizar mudanças no time. Ele colocou de uma vez só, Aldo Kalulu e Corentin Tolisso. Tirou Clément Grenier e Sergi Darder. No momento, o Lyon abandonava a formação do 4-3-3 e se arriscava ainda mais no 4-2-4. Somente Gonalons e Tolisso ficavam responsáveis pelo setor de marcação, dando liberdade para Valbuena, Ghezzal, Kalulu e Lacazette na frente, em ritmo de pressão total.

De fato, o Lyon ganhou mais campo ainda com as trocas, mas o problema persistia. O time continuava atacando, continuava dando pressão, mas não conseguia transpor a ótima defesa adversária e principalmente a noite abençoada de Steve Mandanda. Míchel, percebendo que poderia perder o placar positivo, realizou sua primeira alteração colocando o brasileiro Lucas Silva no lugar de Bouna Sarr. Ganhava mais um volante no meio e tirava um pouco de ofensividade.

Aos 34, do segundo tempo, toda a pressão do Lyon conseguiu se converter em gol. Em jogada de bola parada pelo lado direito, Valbuena conseguiu cobrar dentro da área. Lá estava Corentin Tolisso, absolutamente sozinho. Ele bateu de primeira e colocou no canto esquerdo de Mandanda, que nem pulou. Empate decretado no Parc OL em uma falha gigante de Maurício Isla, que simplesmente não acompanhou o volante do Lyon na marcação da jogada. 1 a 1!

Nos dez minutos finais, enquanto o Lyon buscava a virada, o Marseille se contentava com o empate. Génésio colocou Cornet no lugar de Ghezzal, enquanto Míchel mandava mais um volante pro jogo: Zambo Anguissa por Cabella. Depois, recuava mais com De Ceglie no lugar de N’Koudou. O Lyon bateu até o último minuto. Era Lacazette, era Tolisso, era Valbuena... mas a bola simplesmente não quis entrar. O OL fechou o jogo com mais de 20 finalizações, mas somente um gol no placar.

Depois de duas semanas jogando duas vezes em sete dias, o Lyon agora ganha uma folguinha e só joga no próximo sábado (30/01). A partida será válida pela 23ª rodada do Campeonato Francês. O jogo será às 17h do horário de Brasília. Até lá!

FOTOS: L'Equipe / olweb.fr


GOLS DA PARTIDA:
video


Quer mais informações sobre o Lyon via BrasiLyonnais? Clique nos botões abaixo e siga-nos!


Nenhum comentário:

Postar um comentário